A LG 65UA7500 é pra quem quer uma tela grande, de 65 polegadas e 4K, de uma marca conhecida, gastando pouco — pra assistir novela, streaming e jornal, e jogar de forma casual numa sala que não seja das mais escuras. Ela é a linha de entrada de 4K da LG, e o veredito depende de você entender o que isso significa na prática.
No essencial, ela cumpre: resolução 4K com bom nível de detalhe, o webOS 25 (o sistema da própria LG) com todos os apps brasileiros — Globoplay, Max, Netflix, Prime Video, Disney+ — e atualizações de sistema por cerca de cinco anos a partir do lançamento, ou seja, até por volta de 2030. Pra jogar, tem baixo atraso de resposta (o comando aparece rápido na tela) e modo de jogo automático, o que agrada quem joga de forma casual. Mas é aqui que a honestidade importa: a tela é uma LCD do tipo IPS, que tem ângulo de visão amplo (dá pra assistir de lado sem a imagem “lavar”), só que com contraste fraco — os pretos ficam acinzentados e, num ambiente escuro, a imagem perde profundidade. O brilho é baixo, então o “HDR10 Pro” do anúncio — o recurso que deveria dar mais brilho e contraste às cenas — quase não faz diferença: em HDR a imagem fica parecida com uma imagem comum. E, diferente de TVs um degrau acima, ela não tem Dolby Vision (o padrão de HDR mais avançado) nem a conexão HDMI mais nova pra jogos em alta taxa de quadros.
No pós-venda, a LG joga a favor: tem rede de assistência autorizada espalhada pelo país — verificamos a cobertura em várias regiões, de capitais a cidades do interior, do Sul ao Norte, e havia uma autorizada por perto em todas — além do app LG ThinQ e do SAC próprios. Para TVs acima de 42 polegadas, o técnico vai até a sua casa dentro da garantia, o que cobre este modelo de 65″. Por ser uma tela comum (não OLED), não corre o risco de marca permanente de imagem. Um alerta honesto: TV é a categoria que mais gera reclamação na LG (Reclame Aqui), e “assistência técnica” é o segundo tipo de queixa — a rede é ampla, mas pode haver atrito, e o caminho mais direto acaba sendo o canal próprio da LG. E se a tela quebrar fora da garantia, o conserto do painel costuma custar quase o preço de uma TV nova — na prática, vira perda total.
Por isso o selo é 🟡 Com Ressalvas — e vale entender a estrutura por trás dele. O pós-venda é sólido; o que fica abaixo do ideal é a imagem de entrada (contraste fraco, HDR pouco eficaz) — e essa parte não muda com o preço. Aqui está o ponto: se qualidade de imagem for decisiva pra você — cinema no escuro, HDR de verdade, cores vivas — nem um bom preço compensa; o caminho é uma TV com tela melhor (QLED, Mini-LED ou OLED), que começa um pouco acima. Agora, se o que você quer é uma tela grande e barata de marca conhecida pra uso casual, ela entrega. Um bom preço melhora o custo-benefício, mas não transforma a imagem de entrada em imagem premium — para virar Recomendado, precisaria de uma tela melhor, não de um desconto. Pra decidir a hora, confira o preço do dia acessando a loja e compare com as faixas da seção de Rastreabilidade de Preços: em Bom Negócio, é compra tranquila pra quem aceita os limites da imagem; em Preço OK, vale se você tem pressa; se estiver acima, as melhores quedas costumam aparecer em datas como a Black Friday.