A LG OLED B5 de 55″ é pra quem quer a imagem de cinema que só o OLED entrega pra assistir filme e série — o preto absoluto (cada pontinho da tela acende e apaga sozinho, coisa que TV comum não faz) — sem pagar o preço dos modelos topo. Só que aqui mora o ponto que o comprador precisa entender antes: esta é a linha de entrada do OLED da LG. Ela tem o contraste e as cores que só o OLED entrega, mas não tem o brilho reforçado dos OLED mais caros da marca (as linhas C e G). Em teste independente feito no próprio 55″, o brilho medido fica em torno de 650 — contra os 1.200 ou mais dos modelos de cima (TechRadar). Na prática: numa sala com a luz controlada, a imagem é de cinema; numa sala muito clara de dia, ela fica mais apagada que uma TV comum de brilho alto.
Pra jogar, ela entrega mais do que se espera de um modelo de entrada: tem as 4 conexões HDMI mais novas (as que rodam videogame em 120 quadros por segundo), com atraso baixíssimo entre o controle e a tela — pouca coisa perde pros modelos caros. O sistema da TV (webOS, o sistema da LG) traz os apps que o brasileiro usa no dia a dia — Globoplay, Max, Netflix, Prime Video, Disney+ — e a LG promete mantê-lo atualizado por 5 anos. O ponto fraco de verdade é o som: são 20 watts em dois alto-falantes, e o “som em volta de você” que o anúncio promete é um efeito de software, não caixas de verdade — quem liga pro áudio vai querer uma soundbar junto.
No pós-venda, a LG tem assistência em todo o país e — o que importa numa TV grande — manda técnico na sua casa para modelos acima de 42 polegadas ainda na garantia, o que cobre este de 55. O suporte próprio (app LG ThinQ e telefone) funciona. Duas ressalvas honestas: a rede de autorizadas é terceirizada e TV é justamente a categoria que a LG mais recebe reclamação (Reclame Aqui); e, como todo OLED, existe o risco de marca permanente na tela — aquela sombra que pode ficar se você deixa a mesma imagem parada por muitas horas seguidas (o logo fixo de um canal, o placar de um jogo). A TV tem recursos automáticos que reduzem muito esse risco no uso normal de filmes e séries (RTINGS), mas a troca do painel, se precisar, custa quase o preço de uma TV nova, e a LG não deixa clara a cobertura desse caso na garantia. Se for comprar, prefira a Amazon ou a loja oficial da LG no Mercado Livre (têm a proteção da plataforma): comprar direto no site da LG tem tido reclamações recentes de entrega e estorno sem resposta (Reclame Aqui).
No preço, o cálculo é direto: no valor de tabela, ela sai por perto do que uma TV OLED da Samsung mais brilhante custava na nossa verificação de 04/07/2026 — ou seja, não é uma barganha só pelo preço de lista. Confira o preço do dia acessando a loja e veja em qual faixa ele cai (na seção Rastreabilidade de Preços): se estiver em Bom Negócio, pode comprar sem dó — a imagem OLED compensa; em Preço OK, vale se você tem pressa; se estiver acima, segure, porque as melhores quedas deste modelo aconteceram na Black Friday (chegou a custar cerca de R$ 3.600). Como a imagem e o pós-venda já são sólidos, é o preço que decide o quanto ela compensa hoje: numa faixa de Bom Negócio, vira uma boa compra; acima disso, vale esperar. Nossa leitura na verificação de 04/07/2026: uma ótima porta de entrada pro mundo OLED, contanto que você aceite o brilho menor e o som fraco e pegue num bom momento de preço.