O WAP Robot W1000 é pra quem quer um robô que faça mais que o básico. Ele anda em linhas retas (e não batendo a esmo como os modelos mais baratos), passa pano com água de verdade — tem reservatório com três níveis de umidade — e você controla e programa pelo celular ou por voz, com Alexa e Google. Pra manutenção diária de uma casa de piso liso, ainda mais com pet, ele cumpre bem: dá pra deixar limpando enquanto você faz outra coisa.
A WAP vende como “mapeamento de tempo real e inteligente”, e aqui é preciso calibrar a expectativa. O giroscópio faz ele andar reto e cobrir o cômodo de forma bem mais organizada que os robôs que andam batendo a esmo. Mas ele não guarda o mapa da casa de um dia pro outro, e a queixa número um dos donos é que ele se perde pra voltar sozinho à base de recarga, às vezes vagando até a bateria acabar (relatos nas avaliações da Amazon, na checagem de 26/06/2026). Quem quer que o robô limpe por cômodos, salve o mapa e volte sozinho sem falha está olhando pra outro tipo de aparelho — o de navegação a laser.
No pós-venda, a WAP é um ponto forte: marca brasileira com reputação máxima no Reclame Aqui (nota 9,4 e 95,8% das reclamações resolvidas, na checagem de 26/06/2026). Mas há uma ressalva honesta neste modelo: parte das unidades apresenta falha de carregamento já nas primeiras semanas — o robô não reconhece a base, dá erro e não carrega. É um padrão minoritário (a maioria dos compradores não passa por isso), documentado em relatos independentes no Reclame Aqui, e em ao menos um caso a própria assistência técnica classificou como defeito de fabricação. A WAP costuma resolver (troca de bateria ou peça), mas o caminho pode ter atrito. A recomendação prática: teste o carregamento assim que receber, ainda dentro do prazo de troca da loja. Some-se a isso o ponto de sempre dos robôs — a bateria limita a vida útil, perdendo fôlego depois de 1 a 2 anos; a favor, as peças (bateria, motor, base) existem à venda, embora o reparo costume passar pela Central do Cliente, por envio.
No preço, atenção a dois detalhes. Primeiro, o “De: R$ 1.699” (na Amazon) ou até “De: R$ 2.000” (no Mercado Livre) com desconto fixo é, em boa parte, preço de tabela inflado — o robô roda na faixa de R$ 1.000 a R$ 1.200 há meses, então não se impressione com a porcentagem. Segundo, e mais importante: por perto desse valor já existem robôs de navegação a laser, que guardam o mapa e limpam de forma mais organizada — então o W1000 é bom negócio quando você o encontra mais barato, e fica caro quando pedem por ele o mesmo preço de um laser. Confira o preço do dia acessando a loja e veja em qual faixa ele cai na Rastreabilidade de Preços aqui embaixo: em Bom Negócio, vale pra quem aceita os limites dele; em Preço OK, vale se você tem pressa; mais alto que isso, dá pra esperar baixar ou olhar um laser. Sobre o selo Com Ressalvas: no momento desta auditoria, ele não está aqui só pelo preço — a navegação que se perde pra achar a base e a falha de carregamento em parte das unidades é que justificam a ressalva. Um preço menor melhora o custo-benefício, mas não muda isso sozinho enquanto esses pontos se mantiverem: é um robô que entrega bem o básico do intermediário, desde que você compre sabendo onde ele tropeça.